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Infância, vida e o triste fim de Aripuanã cristianizado
Cigarro, barco, remo, isqueiro um cinzeiro e um pandeiro
Joga a rede caxangueiro, desce a margem o lado é esquerdo
Pára num boteco, um teco de bolo, café com beijo
De moça bonita, Rita, cama por vinte cruzeiros
Joga a rede caxangueiro, desce a margem o lado é esquerdo
Pára num boteco, um teco de bolo, café com beijo
Sai do mar ao ar, sonha em sonhar os sonhos dos sonhos mais belos
E vem o enjôo do sal, do sol e do som
Um palhaço cinza e só no picadeiro
Sai do ar ao bar, cara velha, feia, velha sede pra coisá de certo
Gira tudo, roda tudo, cana e sal
O palhaço cinza e só no picadeiro
Uma pinga, gira o mundo num segundo, o soluço
Choro, pega a faca mata Deus, cachorro, Rita rata (2x)
E vem a lembrança da infância
No parque da igreja e a tia Teresa
Fazendo oração
Tudo o passado, o futuro, o presente ausente no coração da
Menina dos vinte tostão
Lá, lá, lá, lá, lá ,lá ...
Cassetete, algema, remo, farda, distintivo o grito
Chega aqui meu companheiro a cela é tua bom proveito
Cheira pilha, joga bola e briga no portão da escola
Fogo no colchão, conclave, sangue e porra de prisão
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